domingo, 20 de outubro de 2013

WAR


Olho e vejo dor
caminho e vejo escuridão.
O mundo destruído,
o caos está a solta.
Discórdia entre humanos.
Homens matando homens,
o poder fala mais alto.
A cobiça é grande,
a paz não existe.
Humanidade sangrenta,
total desilusão.
Guerras destroem a vida,
não existe vencedores,
a preço de que?
Vidas perdidas, sonhos destruídos,
a inocência não existe mais,
a preço de que?
Heróis sem pátrias,
ideologia perdida,
a preço de que?
Sonhos destruídos...
a preço de que?

POR: Ohiama Aires (08-04-2005 Entre 19:05 e 19:15)

O Amanhã não existe


Passado, presente, futuro.
Ontem, hoje, amanhã
Porque amanhã? Todos esperam o amanhã.
Porque ele não vem? O ontem já passou,
O hoje estamos vivendo,
Mas o amanhã nunca chega.
O que será o amanhã? Uma utopia? Talvez.
Ou algo que não conhecemos?
O amanhã pode ser a realização de um sonho.
Ou a frustração de não conseguir mos.
Será fantasia ou realidade?
Pode ser razão ou quem sabe emoção.
Será o mau entrando em harmonia com o bem?
talvez o fim, o começo? O começo do fim ou o fim do começo?
Não sei o que é o amanhã. Sabe la  o que é.
Apenas sei, que o amanhã não existe.

POR: Ohiama Aires (24-06-2005 entre 18:55 e 19hs)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A morte e o amor




Só a morte põe fim seguro
às dores e aflições da vida.
A vida, porém,temerosa,
tudo faz para adiar esse encontro.


É que a vida vê da morte
apenas a mão sombria
e fecha os olhos à luzente taça
que a mesma morte oferece.


Asim também foge do amor
o coração apaixonado,
receoso de um dia morrer
da mesma paixão por que vive.

"Lá onde nasce o verdadeiro amor
morre o 'eu', esse tenebroso déspota.
Tu o deixas expirar no negro da noite
e livre respiras à luz da manhã."

- Djalal Ud-Din-Rumi -

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Amor


O amor!
Mas o que será o amor?
Dizem que ele existe mas será que é verdade?
Eu nunca vi ou senti.
Falam que existe pessoas que morrem por amor ou até matam por amor.
Mas será que realmente amaram?
O amor não é psicótico. Ele é simples.
Tudo suporta.
O amor é perdão.
É perfeito, puro.
Muitos já tentaram descrever o amor, mas ninguém conseguiu.
Muitos também falaram de amor, mas será que amaram?
O amor é um dom raro.
Será que um dia amaremos?
Os que conhecem o amor não falam.
O amor é simples, mas nós não. Ele é puro, nós somos sujos.
Ele é perfeito, nós somos incapazes de chegar a perfeição.
O amor perdoa, nós não temos como perdoar.
Não somos dignos do AMOR.

POR:Ohiama Aires (24-06-2005 entre 19:35 e 19:45)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Noite


Noite que não passa
Tempo de vagar
Sem destino certo
Tempo de chorar
Noite de deserto
Tempo de esperar
O teu tempo certo
De me restaurar!
Pois eu sei em quem confio
Mesmo nesse escuro frio
Isso já me aquece mesmo sem enxergar
O sol raiar
Oh, traga logo a luz do dia!
A luz do meio-dia
Mas a meia-noite
A tua luz na lua brilha
Porque eu sei
Eu sei em quem confio!
Noite que não passa
Tempo de vagar
Sem destino certo
Tempo de chorar
Noite de deserto
Tempo de esperar
O teu momento certo
De me restaurar!
Pois eu sei em quem confio
Mesmo nesse escuro frio
Isso já me aquece mesmo sem enxergar
O sol raiar
Oh, traga logo, logo, logo, logo a luz do dia!
A luz do meio-dia
Porque a meia-noite
A tua luz na lua brilha
Porque eu sei
Eu sei em quem confio!

LETRA: Pimentas do Reino

domingo, 14 de outubro de 2012

A flor e a náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me'?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas,
alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.

Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas,
consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio,
paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horasda tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Pouco que sobrou




Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou
Mas vou cantar
Pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
O pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
E a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou
LETRA: Los Hermanos