As mensagens não chegaram, as ligações foram interrompidas e entre
tantas conversas eu não tive a chance de falar o que talvez teria
causado maior efeito.
Eu não falei que o tom da sua voz me deixava concentrada em qualquer
assunto, nem que o seu sorriso me levava para mais perto de ti.
Que o seu toque me acalmava e que o seu abraço, acredite, era o mais
reconfortante de todos. E o seu olhar, do seu olhar eu não ouso falar
porque é da paz que ele me trazia que mais sinto falta.
Agora, como explicar que eu fui capaz de sentir tudo isso em tão pouco tempo? Eu realmente não sei.
Teria mil trechos de poemas de diversos escritores que talvez tentariam
responder essa questão, mas eu me recuso deixar alguém falar de algo que
somente eu presenciei.
Inesperado. É o que você é. Ou não?
Porque eu aprendi que quando você deseja muito alguma coisa o universo
conspira para que você consiga. Então eu te quis, involuntariamente, eu
te quis.
Eu não te conhecia mas sabia da sua existência e de sua proximidade.
Destino. Foi a única coisa que eu consegui pensar quando te encontrei.
Porque quem iria acreditar que olhar o que você fazia te traria pra
perto de mim. E isso eu nunca te contei. Antes mesmo do menor contato eu
já te fitava.
O que você faria se eu tivesse falado isso antes? Prefiro pensar que,
nada. Porque nada era o que eu imaginava que você traria para mim e
também o que eu te daria. E esse nada, foi tudo.
"Vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar meu
corpo, e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha
alma."
POR:Débora Cordeiro
FONTE: http://www.devehaverumporto.blogspot.com.br/
